Jornal Vida e Natureza
Ibama define período de defeso da sardinha
27 Julho 2009
Florianópolis - O Ibama definiu o período de defeso da sardinha (Sardinella brasiliensis), que passa a ser permanente: será entre os dias 15 de junho a 31 de julho e de 1º de novembro a 15 de fevereiro.
Audiências Públicas discutem viabilidade ambiental das PCHs
27 Julho 2009
Lages – Recentemente duas audiências públicas realizadas pela FATMA (Fundação do Meio Ambiente) movimentaram municípios abrangidos pela Secretaria do Desenvolvimento Regional de Lages. A primeira aconteceu na Câmara de Vereadores de Campo Belo, e a segunda no Salão Paroquial da Igreja Matriz de Capão Alto. O foco das audiências foi o Estudo do Impacto Ambiental das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) que devem ser instaladas nos respectivos municípios.
Idéias bacanas para um mundo sustentável
23 Julho 2009
Porto Alegre - Dicas de economia de água, alimentos produzidos a partir de produtos integrais e sabão fabricado com óleo de cozinha usado foram alguns dos materiais apresentados pelos alunos de Serviço Social no saguão do Prédio Seis. A I Mostra de Desenvolvimento Sustentável reuniu interessados em saber o que se pode fazer para manter a qualidade de vida sem agredir o meio ambiente. Uma filosofia que se enraíza cada vez mais na sociedade.
Desmatamento na Amazônia foi de 294Km² em maio
23 Julho 2009
O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon registrou 157 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal, no último mês de maio. O resultado representa uma diminuição de 47% em relação a maio de 2008 quando o desmatamento somou 294 quilômetros quadrados. O sistema também indicou que, de agosto de 2008 a maio de 2009, foram desmatados 1.084 quilômetros quadrados de floresta na região. Em relação ao desmatamento ocorrido no mesmo período do ano anterior (4.143 quilômetros quadrados), o número mostra uma redução de 74%.
Projeto do Sesc promove Educação Ambiental através da Arte
10 Julho 2009
No período de 2 à 10 de junho, o SESC e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional (SDR), promoveram o II Seminário de Educação Ambiental, que faz parte do Projeto Arte Vida Verde, com exposições da artista plástica Angela Waltrick, fotógrafos lageanos e trabalhos escolares. Também ocorreram debates sobre temas que abrangem desde o desenvolvimento sustentável até o compromisso de todos junto ao meio ambiente.
O evento contou com a Mostra Belezas da Gente Serrana, exposta nos três andares do Prédio da Procuradoria Geral do Estado, onde diariamente cerca de 360 alunos de todos os colégios puderam passar, conferindo o resgate histórico da região serrana.
Angela Waltrick contribuiu com suas obras de arte contemporânea. Uma delas é a “Transgênicos”, onde faz uma alusão das futuras florestas cada vez menos verdes, através das memórias de araucárias em fotografias de acrílico e canos metálicos simbolizando o desmatamento. “Os canos foram usados pelo questionamento da extinção da araucária, com a substituição pelos transgênicos”, comenta. Outra obra da artista é a “Floresta de Metal”, que promete a reflexão da intervenção do homem na natureza, quando a cidade invade o espaço rural.
Na exposição, um espaço de ambientação garantiu da integração com o público, trabalhando a arte sensorial com texturas, cheiros e cores simbolizando a vegetação nativa da região. Ângela garante que nada foi arrancado da natureza e sim, encontrado caído na mata.
No segundo andar do prédio, foram mostrados vídeos sobre a poluição da água e as lendas da região, como a Serpente do Tanque e a Gralha Azul. Os fotógrafos Antonio Agostinho Vieira, Marcos Narciso Agostini e Celso Cruz contribuíram com o registro das belezas serranas. Também foram mostrados os principais monumentos da cidade, como pontos turísticos e a proibição do corte da araucária. “O principal objetivo é mostrar às crianças a importância da preservação dos animais típicos da região e a vegetação nativa, como a araucária”, afirma Márcia Spiller, coordenadora da Educação Ambiental da Pousada Rural do SESC.
O projeto é desenvolvido há nove anos na cidade, e desta vez, os colégios selecionados para exporem seus trabalhos foram a EMEB Santa Helena e EEB São Judas Tadeu. As crianças trouxeram jogos e dinâmicas que mostram desde a pré-história até a evolução dos tempos com cidades poluídas e as consideradas ideais.
Aquecedores com material reciclável garantem a economia no orçamento
10 Julho 2009
Quem não gostaria de ter água quentinha para o banho e utilidades domésticas nesse inverno gelado da serra catarinense, e ainda economizar energia elétrica? Pois um trabalho de capacitação realizado pela Celesc, para a construção de aquecedores solares feito com materiais recicláveis está dando esta oportunidade. O projeto de responsabilidade social Energia do Futuro é desenvolvido desde 2005 abrangendo 23 municípios. Agora chega à região serrana, trazendo comodidade e economia às famílias, além de evitar a poluição do meio ambiente.
Garrafas Pet, embalagens Tetra Pak e plásticos que abandonados na natureza causariam forte impacto ambiental, são reutilizados e promovem uso racional da energia e inclusão social. Estudos comprovam que além de ecologicamente correto, o aquecedor solar com materiais descartáveis é altamente eficiente.
Oficinas estão sendo realizadas nas associações de bairros para ensinar as famílias a como montar os aquecedores. Lages foi dividida em diversos pólos para que possam ser atingidos todos os bairros, o primeiro a receber as orientações foi o bairro Guarujá que se juntou também aos bairros Pisani, Tributo e Cristal. O primeiro passo é mobilizar a comunidade sobre a importância de todos se ajudarem para conseguir as embalagens. “Esses materiais não têm muito valor comercial, então estamos aproveitando em nosso benefício, mas é preciso mobilização, pois são necessárias muitas embalagens para cada painel”, explica a presidente da associação do bairro Áurea Arruda.
Segundo o coordenador do projeto Argemiro Ramos de Jesus, para montar um painel que vai aquecer cerca de 200 litros, são necessárias 200 garrafas Pet e 200 embalagens Tetra Pak. Em cada garrafa é colocada uma embalagem, e esse conjunto vai aquecer um litro d’agua. Todos são agrupados em um único painel, interligado por canos de PVC e colocados no telhado onde vai receber a energia solar. A embalagem é pintada de preto para melhor absorver os raios. A água que vem da caixa é aquecida e diminui a densidade, o que a faz circular sendo empurrada pela água mais fria. Depois de passar por todo o painel, ela volta para a caixa aquecida em torno de 25° no verão, esse processo demora em torno de três horas. “Devido a nossa região ser bastante fria, no inverno existe um dificuldade em manter a temperatura, mas não tem uma diminuição significativa”, afirma Ramos. Cada aquecedor é projetado para a utilização de uma família com quatro pessoas tomando banho. A redução na conta da luz pode chegar em 30%.

